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Funky Squaredance

Na entrevista pro Dicas de Degustação do podcast Comida pro Espírito, o Luís, editor do Banana Mecânica, indicou um vídeoclipe do Phoenix.

O vídeo, como o Luís adiantou na entrevista, é genial. E o mais legal é que, assim como fizeram os personagens do dica, o diretor Roman Coppola indica aqui o seu restaurante preferido:

Se o inimigo é mais forte...

Sonia Hirsch, autora de vários livros sobre saúde e alimentação, fala muitíssimo bem e foi bom e fácil entrevistá-la. Ela me contou que já fez muitos comentários em rádio e sem dúvida isso fez com que ela ganhasse desenvoltura pra contar as coisas.

O depoimento dela é que, depois de dez anos sendo vegetariana, achou que não estava bem e voltou a comer carne. Nunca mais parou. Sonia comparou a ingestão de carne a uma transfusão de vitaminas e sais minerais, porque na carne todos esses nutrientes já estão processados. Diferente de comer uma verdura, onde isso ainda vai ser digerido e quebrado em milhões de pedacinhos.

Pra ouvir degustando

O "Gastronomia Lado B" está sendo produzido numa época em que meus conhecimentos na área da tecnologia estão se desenvolvendo a todo vapor. Graças à ajudinha de duas amigas do Marmitech, Daniela e Natália. Pois bem, lado b lembra musica, não é mesmo? E é isso que mais tenho pesquisado, músicas na internet. Passo dias fazendo meu note book trabalhar enquanto baixa discografias e canções da época em que vitrola era modernidade - saibam que tenho uma.

Encontrei maravilhas. Mas o que me surpreendeu foi Miles Davis com um álbum de titulo sugestivo: “Cookin’ and Relaxin”. A cara do Marmitech. Ouvi, cozinhei e relaxei. Meu lado b, aquele em que os computadores são amigos, emergiu. Acho que vou cooptá-lo e traze-lo para meu mainstream.

Post breve

Esse post será breve, assim como o momento em que uma epifania acontece. O desenvolvimento do nosso segundo programa, o “comida pro espírito”, mesmo antes do seu fim, me revelou uma.

Não sou batizada e nunca tive uma crença definida, mas tenho vasculhado em mim mesma o que há de espiritual. Sabe quando a vida dá uma bagunçada e surge a vontade de se apegar a uma força maior? Clichê, mas é isso mesmo.

Entrevistando e pesquisando sobre o tema do podcast, percebi que a relação entre comida e espiritualidade não precisa da mediação de uma religião. Ela se mostrou presente numa cena que poderia ter passado em branco. Meio de semana, cabeça cheia. Ligo para casa e proponho tomar um vinho e fazer um jantarzinho gostoso. De pijama mesmo, sem frescura.

O pelado de avental não é mito (mas não espalha)

Sabe que o tema “pelado de avental” muito me compete. Pois é, adoro comer. Não encare como uma afirmação óbvia. Afinal, quem não gosta? Mas eu gosto da coisa como um todo. Da preparação, ao por mesa. Do sentar e conversar aquelas banalidades indispensáveis, ao experimentar cada sabor que a garfada traz. Quando minha vida era mais cheia de tempo – minutos preciosos que hoje acabo passando entre o trânsito e broncas do trabalho – costumava tomar café da manhã por horas. Ôh refeição gostosa! Acabar com toda preguiça da noite numa mesa cheia de pãezinhos, queijinhos e frutinhas. Na minha infância pernambucana, uma banana comprida (da terra, para o sudeste), uma rodela de inhame, uma macaxeira cozida saída da panela com manteiga derretendo estilo propaganda, sabe? Hoje, um café carioca e um pão na chapa, correndo moço, pelo amor de deus que eu tô atrasada!